College History – Descubra quais times terminaram seus jogos com menos de cinco jogadores em quadra

Assistindo o jogo de ontem entre Minnesota x Alabama, fiquei curioso para descobrir se houve, quantos e quais jogos no College Basketball terminaram com quatro ou menos jogadores em quadra. Confesso que esperava uma lista maior. Não sabia da raridade de tal fato. Então recorri à uma lista secundária puxando junto a Junior College e a NBA.

Começaremos em 26 de janeiro de 2010, quando Washington e Seattle se enfrentaram. Seattle era um time sensação após cravar uma vitória por 51 pontos em Oregon State (99-48). Jared Cunningham, hoje na NBA, estava no banco dos Beavers. O time enfrentaria Washington e o jogo tinha um certo hype por conta de um novo teste para Seattle.

Deu meia noite e ninguém avisou a Cinderela. Final do primeiro tempo 61-20 para Washington. Eis que surge uma brilhante ideia do técnico de Seattle, Cameron Dollar: fazer faltas desde o início do segundo tempo para cadenciar o jogo e colocar Washington na linha do lance livre. Bom, foram “apenas” 29 faltas em 20 minutos, no qual 6 jogadores foram expulsos por faltas. Faltando 1:27 no relógio, Seattle tinha quatro jogadores em quadra e uma sacolada no placar.

Justin Holiday e Quincy Pondexter, ambos no Chicago Bulls, eram os líderes dos Huskies e somaram para 43 pontos no jogo. Washington venceu por 123-76.

Partindo para o Junior College, consegui achar dois jogos e, incrivelmente, envolvem os mesmos times: United Tribes e Dakota College. Em 1988, United Tribes encarava North Dakota em Bottineau – North Dakota. United Tribes foi para o jogo com cinco jogadores disponíveis. No final do segundo tempo, dois jogadores de UT acabaram estourando as faltas. Surpreendentemente United Tribes ainda venceu o jogo por 84-81 mesmo finalizando a partida com dois jogadores a menos e fora de casa.

Agora estamos em 2016, 27 de fevereiro para ser mais preciso. O jogo somou 312 pontos(!). Mais uma vez United Tribes foi à partida com cinco jogadores disponíveis. Na verdade, já jogavam no limite de jogadores há dois meses por conta de lesões. Do lado de Dakota tinha Joe Baker, cujo pai estava em quadra pelos Lumberjacks na derrota do 3vs5.

Aparentemente seria uma vitória tranquila para os Thunderbirds. Venciam por 21 perto da metade do segundo tempo. No último minuto de jogo a primeira baixa do time. Dakota empata o jogo, 123-123, e a partida vai para prorrogação. Detalhe que Dakota já tinha perdido três jogadores por faltas.

Na segunda OT, United Tribes começou vencendo por quatro pontos (!) até que o segundo jogador é expulso por faltas restando 2:10 para acabar. Quando o relógio marcava 57 segundos para o fim do jogo, Dakota vencia por dois pontos quando o terceiro jogador de United Tribes foi ejetado. Hands down. Dakota venceu por 158-154.

Na NBA não teve caso parecido, pelo menos não que eu tenha conhecimento, mas um jogo em 14 de Abril de 2010 chama atenção. Golden State Warriors era 13° na Conferência Oeste e o Portland Trail Blazers, já garantido nos playoffs, era o sexto.

Warriors tinha apenas seis jogadores em condições de jogo. Os demais estavam todos lesionados. Há uma regra na NBA em que o time deve ter à disposição pelo menos oito jogadores. Don Nelson resolve uniformizar Anthony Morrow e Ronny Turiaf, mas não entrariam em quadra. Apenas ficariam sentados no banco. O time entra começa com Stephen Curry (rookie), Monta Ellis, Anthony Tolliver, Reggie Williams e Chris Hunter. 5:27 de partida Chris Hunter machuca o joelho. Devin George entra em seu lugar. Dali para frente não poderiam se dar ao “luxo” de ejeção por faltas ou lesões.

4:47 para terminar a partida, Warriors vencia por 108-104 utilizando apenas os cinco jogadores que restaram. Então Devin George comete sua sexta falta e é desqualificado. Uma diferença entre a NBA e a NCAA é que na NBA um time não pode ter apenas quadro jogadores em quadra. Don Nelson seria obrigado a colocar um dos jogadores machucados para jogar. Porém existe uma regra na NBA na qual diz que se um um jogador recebe a sexta falta e todos os outros jogadores tenham sido desqualificados por lesões ou faltas, o tal jogador pode permanecer no jogo; o time recebe uma falta técnica e a partida continua. Outras faltas subsequentes desse jogador também serão consideradas como falta técnica. Qualquer jogador que porventura cometa a sexta falta também entraria como falta técnica.

Mas tem um porém. Nesta partida o Warriors ainda tinha disponível Hunter, Morrow e Turiaf. Hunter foi para o jogo. Em menos de um minuto foi para o vestiário por conta da lesão. Turiaf foi o próximo. Ficou na partida por volta de 15 segundos e também foi para o vestiário. Por último, Morrow. 10 segundos e fora. Então finalmente George poderia voltar para quadra. Isso tudo e o relógio andou 1 minuto e 20 segundos, aproximadamente. Blazers virou para 109-108 e restavam 3:29 para acabar esta fatídica partida.

Warriors não abaixou a cabeça e colocou uma run de 14-7 com Curry marcando 11 desses 14 pontos. A partida acabou 122-116 para o Warriors.

Olhando todos esses jogos podemos chegar a duas conclusões: 2010 foi um ano e tanto para jogos em desvantagem numérica e sempre espere algo estranho quando United Tribes e Dakota College se enfrentarem.