Olhem para as mid-majors

O público delirava. Talvez 800 pessoas acompanhavam sem acreditar o que acontecia no ginásio. A quadra parecia ter um só dono. O banco de reservas estava vazio já que todos os membros do time já estavam de pé. Televisão nenhuma transmitia o show. Mike Daum acabara de fazer 51 pontos e sacramentar a vitória de South Dakota State sobre Fort Wayne. Poucos viram.

O College Basketball tem 32 conferências. As majors carregam a fama e detêm os principais times, principais destinos, principais campeões. As redes televisivas fazem questão de mostrarem jogos das camisas pesadas como UCLA, North Carolina, Duke, Kentucky, etc… O outro lado, mais obscuro do College fica esquecido para a maioria do público que busca encanto. As mid-majors tem este lado menos visto.

Os jogos são tão emocionantes quanto, são qualificados e muitas vezes surgem jogadores que fazem marcas incríveis como a de Mike Daum no jogo referido. De lá surgem craques que brilham na NBA. Stephen Curry, duas vezes MVP da NBA, saiu de Davidson. Paul George, astro da Liga, jogou em Fresno State. Damian Lillard terá a camisa aposentada em Weber State. Esses são somente alguns casos de jogadores que surgiram do nada no College, brilharam e fizeram seus nomes em Universidades que não tiveram nenhum jogo transmitido em cadeia nacional.

Eu, louco ou não, acompanho jogos obscuros como esses. Não me apego a qualidade, mas sim a emoção. Não fossem as equipes mid-majors, o March Madness (Loucuras de Março) não teriam graça. Elas fazem o show, elas fazem milhões de pessoas nunca acertarem o tabelamento correto do torneio, já que sempre uma equipe menos conhecida destrói o favorito.

O lado obscuro do College apresenta craques. O lado obscuro do College tem jogos emocionantes. O lado obscuro do College carrega a essência do esporte. Finalmente um pedido, olhem para as mid-majors.